ALMIR CHEDIAK HARMONIA E IMPROVISAO PDF

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Author:Shakashicage Dorg
Country:Kuwait
Language:English (Spanish)
Genre:Art
Published (Last):14 November 2015
Pages:407
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ISBN:586-5-90512-962-4
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A personagem cavalo- marinho j est presente na brincadeira h sculos, como senhor, dono da brincadeira. Borba Filho observa que: ele quem, falando, cantando, danando, apitando, comanda o espetculo. A princpio, vem a p, mas logo depois volta montado no cavalo-marinho, um arcabouo de cavalo com um buraco no meio por onde ele entra, parecendo mesmo montado.

Renato Almeida acrescenta que No toa que a denominao de grupos de cavalo-marinho tem sempre a aluso ao mestre, ao dono da brincadeira, como o cavalo-marinho de mestre Joo, cavalo-marinho de mestre Zequinha, de mestre Biu Alexandre, etc. A mudana de denominao para cavalo-marinho se deu, talvez, porque grupos, na Paraba e em Pernambuco, se localizam na zona da mata, prxima do litoral e nisso figura do cavalo se adiciona o marinho numa referncia ao peixe.

E o bicho de armao do folguedo um pequeno e gracioso cavalo. Nessa reorientao de nomenclatura da brincadeira, se o boi, nessa brincadeira, esteve relacionado ao trabalho, fora, ao sacrifcio, ao povo a figura do cavalo-marinho representa senhor dois smbolos so colocados em contraste na formulao da brincadeira.

Na msica e na apresentao da personagem cavalo- marinho observa-se que h certo ar de gozao, de caracterizao dela animal frgil, delicado e dado aos requintes, numa referncia e crtica indireta ao senhor do engenho ou ao dono da brincadeira. Se o cavalo- marinho d nome brincadeira, todos os seus participantes se sentem mais na personagem do boi e dizem, sempre, que o boi o bicho de armao mais importante e que sem ele a brincadeira no existe, o que no acontece com a personagem do cavalo-marinho que pode faltar em alguma apresentao.

Oneyda Alvarenga postula que Cmara Cascudo afirma que possvel pensar no desenvolvimento desse folguedo, a partir da aglutinao de outros bailados em torno da dana com o boi, e que O centro de maior e mais forte atrao fez gravitar ao seu derredor os motivos comuns ao trabalho pastoril, figuras normais dos povoados [como] o doutor, o capito do mato, vigrio.

De reisados, ranchos, bailes e danas autnomas nasce, cresce e se amplia o Bumba-meu-boi. O autor ainda observa que Essas trs maneiras de construo musical do folguedo na histria esto, tambm, na base da flexibilidade interna da brincadeira, no que se refere, principalmente, ordenao do repertrio musical.

A descrio feita por Miguel do Sacramento Lopes da Gama, no peridico O Carapuceiro, N 2, em 11 de janeiro de , na cidade do Recife, Pernambuco, aponta para o fato de que poca brincadeira do boi 10 IV ENABET Encontro Nacional da Associao Brasileira de Etnomusicologia Macei - ainda se encontrava numa fase de aglutinao de reisados e ainda sem um enredo ou uma estrutura de partes internamente estabelecida.

Observe-se o que o cronista narra: De quantos recreios, folganas e desenfados populares h neste nosso Pernambuco, eu no conheo um to tolo, to estpido e destitudo de graa, como o alis bem conhecido Bumba- meu-boi.

Em tal brinco no se encontra um enrdo, nem verossimilhana, nem ligao: um agregado de disparates. Mas, no seguimento de sua descrio, esse cronista observa alguns aspectos que demonstram o avano na organizao formal da brincadeira, quando se refere s personagens que so orientadoras de tudo que acontece: Um negro metido debaixo de uma baita o boi; um capadcio, enfiado pelo fundo dum panac velho, chama-se o cavalo-marinho.

Outro, alapardado, sob lenis, denomina-se burrinha: um menino com duas saias, uma da cintura para baixo, outra da cintura para cima, terminando para a cabea com uma urupema, o que se chama a caipora O sujeito do cavalo-marinho o senhor do boi, da burrinha, da caipora e do Mateus.

Todo o divertimento cifra-se em o dono de toda esta scia fazer danas ao som das violas, pandeiros e de uma infernal berraria o tal bbedo Mateus, a burrinha, a caipora e o boi, que com efeito animal muito ligeirinho, trfego e bailarino.

A partir desse processo de construo, anteriormente citado, a brincadeira adquiriu um carter de auto popular, como observa ARAJO , com a adio de diversas cenas e loas e, a partir da dcada de , torna gradativamente a ser brincadeira eminentemente musical, na Paraba.

Mas, esse tipo de organizao intelectual da msica do cavalo-marinho apenas uma possibilidade na estruturao da brincadeira. Essas temticas se ajuntam em determinados ncleos, mas podem ser encontradas em partes diversas da brincadeira. Quando se pesquisou grupos de cavalo-marinho na Paraba LIMA, , tinha-se como preocupao o entendimento de duas questes: como se estrutura a brincadeira de modo a se manter a flexibilidade e diversidade histrica peculiar a ela, mas sem prejuzo para a unidade; e por que a maioria do pblico mediano percebia a brincadeira como apenas uma sucesso, sem muita lgica, de msicas e cenas.

Os pressupostos que se tinha eram que a estrutura do folguedo apenas se demonstrava, na atualidade, ao longo de diversas performances e que a percepo da brincadeira do cavalo-marinho como algo desorganizado resulta justamente dessa falta de contato desse pblico mediano com diversas performances e da aceitao, sem reflexo, de um postulado antigo.

Quando Padre Lopes da Gama escreveu que Na regio Nordeste, por exemplo, muito comum que pessoas digam que quando um empreendimento, uma atividade, etc, extremamente desorganizado um boi-de-rei. Isso uma ampliao pejorativa de uma percepo momentnea que se tem da brincadeira, mas no reflete sua realidade.

A busca da apreenso das partes que estruturam a brincadeira de cavalo-marinho no , assim, um procedimento formalista, mas uma necessidade que se tem para a contestao desse erro de percepo encontrado no senso comum; se compreender melhor como a lgica de estruturao da brincadeira permite variaes no passado e no presente; e para se forjar dados que auxiliem a formulao de esquemas de 11 IV ENABET Encontro Nacional da Associao Brasileira de Etnomusicologia Macei - interpretao da brincadeira que permitam um desvelamento de seus sentidos e o desenvolvimento de uma sensibilidade sobre a mesma.

A primeira questo a se entender que as partes estruturantes de uma brincadeira foram soerguidas historicamente a partir da juno de unidades musicais, e suas respectivas cenas e danas.

Esse tipo de juno obedeceu, at certo ponto, s temticas de cada unidade musical, como discutidas anteriormente. Mas, alm da busca de unidade a partir dessas temticas, havia historicamente a necessidade de se ordenar a brincadeira partes cujos contedos e meios fossem mais semelhantes e permitissem objetivao e a expresso de sentidos e idias musicais coerentes. Algo, grosso modo, como os atos e cenas de uma pera ou como se objetiva em sees uma apresentao circense. Se essas partes da brincadeira so estruturadas historicamente a partir da juno de unidades musicais, elas, tambm, passam a regular a mobilidade dessas unidades dentro da brincadeira, permitindo flexibilidade e mantendo normas de como determinada msica deve ser apresentada ou em que posio no repertrio.

Numa profcua condio dialgica entre contedo e forma. Partes nas quais se ordenam, incluem e excluem contedos musicais, poticos, cnicos, de dana, coreografia e visuais. Tambm, demarcando distines e peculiaridades.

Essa estruturao da brincadeira em determinadas partes no pode ter sido a mesma em toda a histria da brincadeira, assim como varia em contextos diversos. A estrutura de uma brincadeira encontrada em grupos do mesmo gnero nos Estados do Maranho, Par e Amazonas, por exemplo, diferente entre si e entre aquelas encontradas em Estados como a Paraba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Isso reflete as concepes e objetivos distintos que, em cada contexto, se tem da e para com a brincadeira.

A brincadeira do boi em Parintins, Amazonas, tem, por exemplo, uma estruturao formal muito diferente da encontrada no boi de matraca no Maranho ou no cavalo-marinho na Paraba.

E isso reflete e retro-alimenta a concepo da brincadeira como espetculo que se tem em Parintins. Algumas msicas, danas e cenas, de uma parte da brincadeira, que so apresentadas em uma determinada performance podem, por exemplo, no serem apresentadas em outra; a ordem interna das msicas de uma mesma parte pode variar de acordo com o tipo de apresentao, por exemplo; ou em uma performance uma parte pode conter muitas msicas em e outra performance ter um repertrio bem menor.

Isso so fatores que conduzem a que a apreenso das partes da brincadeira do cavalo- marinho apenas seja possvel a partir da fruio de diversas performances.

Entende-se que: 1. O repertrio musical de um folguedo como o cavalo-marinho nunca se revela, na atualidade, em uma ou poucas performances. Isto implica que as partes que contm esse repertrio so possveis de serem apreendidas apenas em uma longa fruio da brincadeira. Isto se deve ao fato de o repertrio musical ser bastante amplo. Tambm ao fato de que diferentemente do que ocorria antigamente na zona rural, quando uma brincadeira de cavalo-marinho durava uma noite inteira atualmente as apresentaes duram, no mximo, duas horas.

Mas, atualmente e na urbanidade por diversos fatores as brincadeiras de rua duram, no mximo, duas horas. Isso impossibilita o reconhecimento do repertrio e das partes do folguedo e gera no pblico mediano a idia de desorganizao da brincadeira. Algumas msicas se fazem presentes em praticamente todas as apresentaes, sendo em torno e a partir delas que outras msicas se agrupam formando as partes de uma brincadeira.

So as msicas basilares que so executadas, na maioria dos casos, no incio de uma parte Apenas na parte de apresentao de bichos de armao e personagens que a msicas basilares, a do cavalo- marinho e as do boi, so, respectivamente, apresentadas no incio e no final.

Isso um dado para orientar a percepo da terceira parte da brincadeira, por exemplo. Atualmente, os dois tipos mais comuns de apresentao, o de rua e o de eventos este patrocinado por rgos pblicos incidem sobre a organizao musical do repertrio e das partes da brincadeira. Nas apresentaes de rua, na prpria comunidade onde se insere um grupo, pelo fato de haver uma maior receptividade da brincadeira isso devido ao fato de as pessoas da comunidade a conhecerem melhor seus contedos e serem mais sensveis s formas de expresso da brincadeira 12 IV ENABET Encontro Nacional da Associao Brasileira de Etnomusicologia Macei - uma quantidade maior de msicas apresentada e as partes da brincadeira se apresentam mais objetivamente.

O contrrio ocorre nas apresentaes em eventos fora da comunidade, onde o tempo curto, as pessoas conhecem pouco da brincadeira e, assim, o repertrio musical menor e as partes musicais dificilmente podem ser aprendidas. No estudo realizado na Paraba verificou-se que a brincadeira do cavalo-marinho estruturada em quatro partes.

Partes e repertrio estes que se descrever abaixo tomando referncia a prtica musical dos grupos de cavalo-marinho do mestre Zequinha e do mestre Joo do Boi. O mestre anuncia a brincadeira e chama Mateus, Birico e Catirina, um a um, com suas respectivas msicas, dilogos e cenas. Sendo a msica de Chamada do Mateus a mais importante, pois presente na maioria das apresentaes.

Entram os galantes e damas, a maruja, e se d inicio a uma longa apresentao de msicas que so danadas coletivamente. Nessa parte, a variedade de canes algumas de cunho religioso, outras de saudao aos presentes e aos donos da casa que recebe a brincadeira ou ainda de referncia natureza e a incluso de um bailado especial, a danas dos arcos, do a tnica da variedade de elementos no cavalo- marinho.

A msica Nas horas de Deus amm inicia esta parte e sendo a nica que nunca muda de lugar ou deixa de se apresentada. O que distingue esta parte a apresentao dos bichos de armao e personagens diversos com suas devidas msicas. O Cavalo-marinho apresentado inicialmente e logo depois a Margarida, o Bode, a Burra, Jaragu, Gigante, Empata-samba, Man choro, Matuto da goma, Velha do caroo e Engenho, nem sempre nesta ordem ou se apresentando todos em uma nica noite.

Por ltimo vem a passagem do boi que a que tem mais msicas e a nica que no deve deixar de ser apresentada em qualquer tipo de apresentao.

Quando so cantados e tocados os Aboios, as Toadas de aboio, a Chamada do boi, o Baiano instrumental de dana do boi, a marchinha Jesus nasceu; a msica da Morte do boi, a Masseira, a Partilha do boi, a msica que faz o boi reviver se alevanta boi e o Baiano de sada do boi, tem-se um conjunto completo de contedos musicais, poticos e cnicos que do a impresso de este momento ser uma parte da brincadeira e no apenas a passagem de um bicho de armao.

Entende-se que, diferentemente destes autores, a passagem do boi no uma parte, mas um momento importante da terceira parte de apresentao de bichos de armao e personagens, visto que as prprias pessoas que fazem a brincadeira atualmente, e nos registros que se tem do passado, entendem que a passagem do boi no uma parte, mas apenas finaliza a terceira. De outra forma, foram registradas diversas apresentaes onde apenas as msicas da Chamada do boi e os baianos de dana e sada foram executadas, no havendo nisso um rito do boi ou a configurao disso como uma parte especfica da brincadeira.

As canes e danas de despedidas. Nesta parte o grupo no mais se organiza em duas filas ou cordes, mas em uma fila indiana e as msicas apresentadas so Despedida, Bravo, Adeus ao senhor da casa e o Baiano de sada. Ao final o mestre d as vivas finais aos donos da casa, maruja, aos presentes e aos santos reis.

A apreenso em pesquisa das partes estruturantes da brincadeira requer uma longa observao de performances e a coleta de diversos depoimentos, pois algumas vezes mesmo um membro experiente de um grupo pode confundir as partes com as unidades musicais, quando relata verbalmente a ordenao da brincadeira. Foi o caso de Mestre Joo do Boi que quando perguntado sobre as partes da brincadeira disse que: o boi, a burra, o cavalo.

Tem os arco que o povo gosta A gente sempre faz o baio, n? Os menino gosta de danar esse baio de dois e de trs. Encerra tudo com as despedida No mei tem muita cantiga Mestre Zequinha apresenta a estrutura das partes na brincadeira de seu grupo de maneira mais objetiva.

Ele diz: Eu chamo logo Mateus. A converso aquelas coisa que voc viu com ele. A depois, chega pra frente Birico A o Birico vem e a tem a conversa dos dois l e a A diz: Catirina mumbaba A pronto, a Catirina vem Descreve a segunda parte, comentando: A eu canto essa aqui abre-te porta dos cu A, eu canto Nas hora de Deus amm e as outra cantiga Bota Senhora dona da casa, bota o campeia, E aquelas outra marchinha.

E sobre a prxima parte em que so apresentados os bichos e personagens, diz: Depois comeo a botar as figura. Ai, bota o cavalo, depois a Margarida Se tiver figura de mscara, bota o man choro, bota o vio-frio, bota o empata-samba, bota o abana-fogo.

E o ltimo, o derradeiro, o boi. Observe-se que o mestre faz uma meno especial passagem do boi.

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